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sexta-feira, 28 de novembro de 2008


II TERTÚLIA – JOAQUIM CARVALHO

Foto (clicar para aumentar): salão do Casino da Figueira da Foz, no passado dia 20 de Novembro: um grupo de estudantes da Escola Secundária C/3º CEB Dr. Joaquim de Carvalho, presentes na assistência.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008


II TERTÚLIA – JOAQUIM CARVALHO

No passado dia 20 de Novembro decorreu a II Tertúlia Dr. Joaquim de Carvalho, no Salão Nobre do Casino da Figueira da Foz e em homenagem ao insigne Mestre, sob o lema, "Joaquim de Carvalho: A organização da cultura e os conflitos culturais na sua época". Curiosamente o evento deu-se no Dia Mundial da Filosofia e, seguramente, não por mero acaso. Há auspícios tais que os deuses saudosos cumprem.

A numerosa assistência – em eventos culturais desta natureza – recordou Joaquim de Carvalho, o professor que se impunha normalmente pela sua sabedoria, o seu ar paternal e sedução discursiva [palavras, então, proferidas por Eduardo Lourenço]. O seu sentimento de liberdade autorizada, essa herança do liberalismo do século XIX da qual foi herdeiro, e a presença sólida de uma paixão intelectual pela cultura ["aprender a ler os textos", crença continua do professor Joaquim de Carvalho, ainda segundo Eduardo Lourenço] foram fraternamente testemunhados ao longo da radiosa intervenção do professor Eduardo Lourenço, antigo aluno de Joaquim de Carvalho. "Tive a sorte de ter esse Mestre", disse admiravelmente Eduardo Lourenço.

António Pedro Pita resgatou o reconhecimento de ser o dr. Joaquim de Carvalho o "fundador da história da cultura em Portugal, em bases sólidas". Paulo Archer, na sua intervenção, chamou a depor o professor Sílvio Lima (discípulo de Joaquim de Carvalho), em defesa do Mestre, via a célebre polémica que manteve com Sant'Anna Dionísio, na homenagem então proferida por este último a Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz.

Sob moderação de Carlos Magno, os demais ilustres tertuliantes, Anselmo Borges ["é bom que a filosofia venha à cidade" – disse], Carlos Leone, o dr. Reis Torgal [que lembrou o conflito (1919) da suspensão de professores da Faculdade de Direito de Coimbra (entre eles estava Oliveira Salazar), sob acusação de colaboração monárquica, registando que Joaquim de Carvalho vem em favor desses professores; referiu a extinção da Imprensa da Universidade, de que Joaquim de Carvalho era director; a participação de Joaquim de Carvalho no Movimento de Renovação Democrática (Porto); e por último leu um luminoso texto do próprio Joaquim de Carvalho, publicado no Diário Liberal de 8 de Novembro de 1933, intitulado, "Reflexão Outonal sobre a Universidade de todo o Ano"], José Augusto Bernardes [salienta os ensaios de Joaquim de Carvalho sobre poesia, citando os trabalhos em torno de Gil Vicente, Camões, Antero e Pascoaes], João Tiago Pedroso e António Nóvoa [que situa a componente de pedagogo de Joaquim de Carvalho, através dos seus trabalhos e fazendo um breve historial da Escola Nova, a partir de um texto-prefácio dedicado pelo Mestre a Ferrière], participaram generosamente na recordação do homenageado.

Na eloquente jornada de homenagem ao dr. Joaquim de Carvalho foi lançado, ainda, um número especial sobre Joaquim de Carvalho da revista Litorais, pertença da Associação Joaquim de Carvalho, bem como se deu a conhecer os trabalhos e prémios da Exposição de pintura "(Re)visões de presenças e percursos de Joaquim de Carvalho".

Por último, o público presente teve ensejo de assistir a um excelente e curioso vídeo - "(Re)visões de presenças e percursos de Joaquim de Carvalho" - sobre alguns dos locais e percursos habitados por Joaquim de Carvalho e a uma entrevista feita ao seu filho, o dr. João Montezuma de Carvalho, num brilhante trabalho feito por alunos da Escola Secundária C/3º CEB Dr. Joaquim de Carvalho, que na ocasião postaremos.

J.M.M.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008


JOAQUIM DE CARVALHO 50 ANOS DEPOIS

II TERTÚLIAJoaquim de Carvalho: A organização da cultura e os conflitos culturais na sua época

Com Carlos Magno (moderador), Eduardo Lourenço, António Pedro Pita e Paulo Archer.

Presença de: Anselmo Borges, António Nóvoa, Carlos Leone, João Tiago Pedroso Lima, José Augusto Bernardes e Luís Reis Torgal.

- Lançamento de número especial sobre Joaquim de Carvalho da revista Litorais, da Associação Joaquim de Carvalho.

- Exposição de pintura "(Re)visões de presenças e percursos de Joaquim de Carvalho".

- Visionamento de VIDEO: "(Re)visões de presenças e percursos de Joaquim de Carvalho".

20 DE NOVEMBRO: 22 horas – Casino da Figueira da Foz

quarta-feira, 19 de novembro de 2008


I TERTÚLIA – JOAQUIM CARVALHO

Foto (cliclar para aumentar): salão do Casino da Figueira, no passado dia 30 de Outubro: a partir da esquerda, o professor Carlos Monteiro (Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária C/3º CEB Dr. Joaquim de Carvalho), o dr. Domingos Silva (Admim. do Casino Figueira) e a professora Marta Pena.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008


I TERTÚLIA – JOAQUIM CARVALHO

Foto (cliclar para aumentar): salão do Casino da Figueira, vendo-se o dr. Domingos Silva - o nosso anfitrião – abrindo a I Tertúlia Joaquim de Carvalho, e que se realizou no passado dia 30 de Outubro; do nosso lado direito, sentado, o convidado dr. Miguel Real; no lado esquerda da foto, está presente o excelente moderador da jornada, Carlos Pinto Coelho.

terça-feira, 4 de novembro de 2008


TERTÚLIA DEBATEU JOAQUIM DE CARVALHO

"Joaquim de Carvalho, autor de uma obra vasta nas áreas da Filosofia e História da Filosofia (...) nasceu nos dia da pátria, pronome sobre o qual dissertou nas suas obras. Democrata liberal. Assim foi definido na tertúlia que a associação com o seu nome realizou na noite de quinta-feira, no Casino da Figueira.

Foi ainda dito, para sintetizar, que o único objectivo de Joaquim de Carvalho foi Portugal. A ditadura de Oliveira Salazar não gostava da liberdade de pensamento e expressão do historiador figueirense, que acabaria por sentir na pele as consequências das suas convicções democráticas. Fernando Catroga e Miguel Real forma moderados pelo jornalista Carlos Pinto Coelho, mas na assistência encontravam-se nomes sonantes da sociedade portuguesa, entre os quais Pacheco Pereira, António Marinho Pinto e Pedro Pita.

O filho de Joaquim de Carvalho [na foto], João Montezuma de Carvalho, também de encontrava entre os tertulianos que praticamente encheram o Salão Caffé. No fim da tertúlia, ao Diário das Beiras, o descendente do filosofo português disse que concordou com "quase tudo" o que fora dito acerca do pai.

A Associação Joaquim de Carvalho, com sede na escola com o nome do historiador, realiza um conjunto de iniciativas ao abrigo do 50º aniversário da morte do patrono ...”" [ler tudo AQUI]

via Casino da Figueira e Diário das Beiras

domingo, 2 de novembro de 2008


I TERTÚLIA – JOAQUIM CARVALHO

Foto (cliclar para aumentar): ilustres assistentes e tertuliantes presentes na já referida I Tertúlia Joaquim de Carvalho, que decorreu no passado dia 30 de Outubro. Nota-se, sentado do lado esquerdo, o dr. António Marinho Pinto; à sua frente o professor Fernando Trindade, membro da Associação de Professores de Filosofia; ao seu lado outros docentes de Filosofia. Em pé, no lado direito da mesa, está o dr. António Pedro Pita e atrás de si, o dr. Paulo Archer. Ao fundo, à direita, um grupo de professores da Escola Joaquim de Carvalho.

sábado, 1 de novembro de 2008


I TERTÚLIA – JOAQUIM CARVALHO e a IDEIA DE PÁTRIA

No passado dia 30 de Outubro realizou-se no Casino da Figueira da Foz a I Tertúlia que consta do Programa de evocação ao Doutor Joaquim de Carvalho, conforme aqui referimos.

Como que indo ao encontro da natureza antropológica da Escola, bem presente em Joaquim Carvalho quando refere que "o acto educativo é um facto de ordem social e cultural" [J.C., Obras Completas, Vol. VI], inserindo a Escola na comunidade e nos ideais educativos e de que aliás a Escola nunca se afastou (passe este momento "absurdo da espuma dos dias" em que vivemos), a Comissão Organizadora cumpriu o preito de gratidão à memória do seu Patrono - um dos mais ilustres figueirense de sempre - e cujo vulto intelectual, moral e cívico é um resguardo ou viagem de regresso à nossa "memória translúcida", espécie de consciência saudosa que ensaia a nossa condição de pessoa.

A acolhedora assistência (que foi um sucesso) no Salão Nobre do Casino – graças aos altos préstimos e patrocínio do dr. Domingo Silva – neste tributo de admiração a Joaquim de Carvalho acompanhou a viva, excelente e qualificada tertúlia que se seguiu a partir das intervenções do dr. Fernando Catroga e do dr. Miguel Real sobre "Joaquim de Carvalho e a ideia de Pátria", sob atenta moderação de Carlos Pinto Coelho. As palavras dos tertuliantes convidados – Marinho Pinto, José Pacheco Pereira, Carlos André, Paulo Archer, José Júlio Lopes, António Pedro Pita, António Pedro Mesquita e Alexandre Franco de Sá – pelo que foi dito ao longo da sessão, revelaram que a figura, a obra e o pensamento de Joaquim de Carvalho não é esforço e mobilização de um raro "escavador das coisas do passado" nem é distintivo de uma especial curiosidade e admirável afeição pela filosofia e letras (a que sabiamente se dedicava) mas sim que Joaquim de Carvalho foi, de facto, "o criador da história das ideias literárias, filosóficas e científicas da era moderna", como António Pedro Pita nos soube bem dizer.

No dia 20 de Novembro uma nova tertúlia regressa aos Salões do Casino da Figueira, agora sob o lema: "Joaquim de Carvalho: a organização da cultura e os conflitos culturais na sua época". O convite está feito.

J.M.M.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008


JOAQUIM DE CARVALHO 20 ANOS DEPOIS - FIGUEIRA DA FOZ

I TERTÚLIAJoaquim de Carvalho e a ideia de Pátria

Com Carlos Pinto Coelho (moderador), Fernando Catroga e Miguel Real.

Presença de: Alexandre Franco de Sá, António Pedro Pita, Carlos André, Fernando Rosas, José Júlio Lopes, Pacheco Pereira, Paulo Archer, Reis Torgal.

30 DE OUTUBRO: 22 horas – Casino da Figueira da Foz